segunda-feira, 7 de agosto de 2017

FASE PRÉ-ESQUEMÁTICA


Características da fase pré-esquemática no desenho e sugestões de atividades adequadas ao estágio de desenvolvimento.

FASE PRÉ-ESQUEMÁTICA 
(aproximadamente de 3 a 6 anos)

Quando a criança chega à fase pré-esquemática, em seus desenhos começam surgir formas fechadas que parecem bolinhas que podem ser organizadas de acordo com determinados preceitos topográficos, como: embaixo/em cima, fora/dentro. Nessa fase a criança adquire o duplo controle do ponto de partida e chegada preciso de seus traços, marcados pela realização do círculo, por volta dos três anos e do quadrado por volta dos quatro anos. Surgem então as primeiras formas reconhecíveis, denominados de homem-palito ou homem-girino.



Cabeça, braços e pernas saem da cabeça.


Este já tem olhos


 E nestes os corpos já tem espessura.
 Aproximadamente aos 4 anos e meio se estabelece, no desenho da criança, a estrutura cabeça e corpo. Uma vez denominada essa estrutura, os membros começam a tomar espessura de seu traçado, chamado de contorno duplo. Começa a distinguir o tórax do abdômen e a introduzir pescoço.


E daí qual a importância desta etapa e o que fazer? 
É importante compreender que o conceito de figura humana constitui ponto de referência, que servirá como base para aprendizagem de todos os conceitos indispensáveis ao processo de alfabetização, tais como: em cima, embaixo; na frente, atrás; esquerdo, direito; alto, baixo; assim como permitirá o desenvolvimento do equilíbrio corporal e do freio inibitório, ou seja, a capacidade da criança dominar seus atos motores de acordo com as delimitações impostas pela folha de papel, ou pelos contornos de um desenho, ou pelo ambiente. Nesta perspectiva é muito importante que o professor compreenda cada fase desta construção para propor atividades que vão ao encontro das necessidades da criança respeitando a sua fase de desenvolvimento.

As atividades pedagógicas para o desenvolvimento do conceito de figura devem relacionar-se com um maior conhecimento do próprio corpo, porque, ao conhecê-lo, o aluno conscientiza- se de seu tamanho, da posição de seus membros, dos lados de seu corpo e, ao representá- lo, precisará utilizar procedimentos de observação, análise, proporcionalidade e manter algumas das características de sua imagem, que são habilidades importantes na configuração da percepção espacial e no desenvolvimento das primeiras noções de localização espacial (SMOLE; DINIZ; CÂNDIDO, 2003).


                


       
      


    

    

Professora: Cristina Momoli


REFERÊNCIAS

SOUZA, Maria Previato. Metodologia da alfabetização. Maringá – PR: Centro Universitário de Maringá, 2012.

RAYMUNDO, Gislene Miotto Catolino; PIRASOL, Sibele de Oliveira. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ.  Aspectos da aquisição da linguagem: alfabetização e letramento /Publicação revista e atualizada, Maringá - PR, 2014. “Pós-Graduação em Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental - EaD”.

SMOLE, Kátia Cristina Stocco; DINIZ, Maria Ignez; CÂNDIDO, Patrícia. Matemática de 0 a 6.v.3. Porto Alegre: Artmed, 2003.

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